Wagner Araujo

Transportando seu equipamento fotográfico em viagens aéreas: bagagem despachada

Neste artigo, discuto o que levar e o que não levar em sua bagagem despachada, seja no Brasil, seja no exterior

No primeiro artigo desta série, discuti sobre o que levar e como levar seu equipamento principal na bagagem de mão, em especial, máquinas (corpos), lentes e outros acessórios mais caros e sensíveis. Agora, vou falar um pouco da minha estratégia para a bagagem despachada, desenvolvida nos mais de 70 voos nacionais e internacionais que tomo todos os anos.

Muitas das coisas que transportamos para fotografia vão, algumas delas só podem, ser despachadas no check-in. O grande problema sobre a bagagem despachada é que não temos muito controle sobre ela, não sabemos quem a manipula, nem tampouco como manipulam. Além disso, os tratados internacionais após o 11 de setembro permitem que toda bagagem seja inspecionada, assim qualquer item pode ser removido sob a bandeira da ameaça à segurança. Claro, isso faz todo o sentido, pois visa garantir a segurança de todos. Por esses motivos, como já disse no primeiro artigo, jamais despache seu equipamento principal (laptop, câmeras e lentes). Se possível, também não despache flashes e triggers.

Ao despachar seu equipamento você não deve esperar nenhum, absolutamente nenhum, cuidado das companhias aéreas, principalmente em viagens internacionais, onde a legislação pode variar em cada país. Portanto, a estratégia é levar o máximo de itens flexíveis possível fazer com que as coisas não quebrem. Vale lembrar ainda que é possível fazer a declaração de todo o conteúdo de sua bagagem no ato do check-in, o que implicará em uma taxa (normalmente acima de 200 dólares) e a inspeção de sua bagagem. Nunca vi ninguém usar isso e, sinceramente, não sei se resolve alguma coisa. Mesmo se resolver, transtorno vai ser enorme, especialmente em voos com conexões em diversas companhias aéreas. O melhor mesmo é você fazer o dever de casa e empacotar da melhor forma possível.

Normalmente, em viagens internacionais com muitas conexões, levo uma mala só e tento colocar tudo ali, com menos de 20kg. Em viagens nacionais ou voos internacionais diretos levo talvez mais uma mala ou aumento o peso da primeira. Isso porque as companhias aéreas estrangeiras cobram horrores pelo excesso de bagagem, e é sempre melhor esperar uma só mala do que 2 nas esteiras.

Atualmente uso uma mala mole, um duffel com rodinhas da EagleCreek. Ela pesa só 1,5kg e ainda tem rodinhas. Isso é mais do que a metade de qualquer mala mais estruturada e, no fim, a proteção é a mesma. Ela tem 76cm de cumprimento, o que possibilita que eu leve todos os meus tripés dentro de seus cases. Normalmente, levo somente um tripé, no máximo 2. Na verdade, uso-os mais como lightstand para os flashes, pois são mais leves que os suportes de estúdio. Para as câmeras, raramente uso em eventos esportivos, sendo sua função maior em fotos de paisagens, especialmente com pouca luz.

E o que mais eu levo além dos tripés? Bem, aí vai a lista:

  • Cintos e bolsas (utilizo as bolsas para proteger outras coisas, como os grips, baterias e pilhas);
  • Colete;
  • Grips, baterias e carregadores (normalmente levo um carregador e uma bateria na bagagem de mão também);
  • Um disco refletor 5 em 1 (sempre útil) com um grampo para prendê-lo no tripé, afinal não sei se terei assistente;
  • Uma bolsa com todos os equipamentos da GoPro;
  • Capa de chuva;
  • Adaptadores de tomada;
  • Um bolsa com acessórios como fita isolante, luz de cabeça, alicate, chaves de fenda, velcros etc.;
  • Alças e straps;
  • Hoodman Loupe (um acessório bem interessante para enxergar melhor o LCD em locações ou em competições;
  • Capas de chuva para as máquinas e para mim (extremamente úteis);
  • Parasois (vão dentro das bolsas também, para não quebrar);
  • Cabos de segurança,
  • Kit de limpeza (cuidado, querosene não pode ser transportado, portanto verifique seus produtos antes de embarcar!);
  • Flanelas;
  • Kit de gels pra flash;
  • Um difusor e uma mini-softbox;
  • Gorillapod (sim, é mais um tripé,, mas bem pequeno, apesar de pesar muito. Só o levo quando cubro eventos em florestas ou em paisagens bem urbanas);
  • Lanterna;
  • Sacos de areia vazios (para segurar os tripés);
  • Quando levo mais flashes, coloco-os os mais vagabundos e antigos na bagagem de mmão, dentro de algum pouche específico.

Além disso, preciso levar toda a minha roupa e mais um ou dois calçados. O que faço é colocar as roupas em sacos plásticos vedados e usá-las como proteção para o equipamento. Os tênis vão nas laterais da mala e coloco mais roupas por cima, formando um invólucro que funciona muito bem.

Dessa forma, viajo com uma pequena mala de mão, uma mochila com meu laptop e uma mala despachada, que consigo transportar sozinho, pegar metrô, ônibus etc.. Para mim, mobilidade é essencial e essa foi a solução que desenvolvi.

Um último alerta: se for viajar nas companhias low cost da Europa, tenho muuuito cuidado com o peso de tudo, pois as regras são extremamente rígidas e você pode ter sérios problemas no check-in e no embarque. Por isso, é bom saber o que é realmente essencial e o que é perfumaria.

Então, pronto para decolar?

Bons cliques.

 

Categories: Tech,Viagens

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